Herdeiro-torcedor está no mesmo refúgio, mas não receberá o Fogão

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da spicy bet: Dessas coisas que só acontecem ao Botafogo: o contadorOrlando Castells, de 53 anos, é carioca, mas mora em Brasília. No Rio e na capital federal, já presenciou momentos históricos do Botafogo. Aliás, históricos como a própria família dele para o clube. Orlando está no mesmo local onde a delegação alvinegra ficará nas próximas duas semanas. Mas, mesmo com tanto sangue preto e branco correndo nas veias, ele não vai conseguir nem recepcionar o elenco, que chega no fim da noite desta segunda-feira ao China Park.

Ele volta para o Centro-Oeste no início da tarde deste dia 11, após período de quatro dias no resort. Mesmo longe, ele garante que acompanha o Glorioso, e até por isso a Estrela Solitária nunca sai do peito.

– Sempre levo uma camisa comigo onde for – garante, utilizando uma com o nome às costas.

Em 2012, no primeiro gol de Seedorf, contra o Atlético-GO, no Serra Dourada, ele estava lá. No marcante título estadual de 1989, ele ainda morava no Rio, e foi um dos que lotaram o Maracanã.

A relação é superior ao tempo. Os Castells anteriores foram nadadores, inclusive profissionais do Botafogo, e jogadoras de vôlei. Ele já foi sócio, mas…

– Deixei de ser sócio por falta de estímulos por parte do clube para quem mora fora do Rio – admite.

Quanto à preparação do elenco para a temporada de retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, o cenário, para ele, não é dos mais animadores. A situação financeira atual dificulta passos largos.

– O trabalho é para se manter na Primeira Divisão. As contratações, assim como em 2015, são de jogadores desconhecidos. Espero ser surpreendido. O Renan Fonseca foi uma surpresa, por exemplo – analisa.

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